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Equipa de AutoAvaliação AECP

Equipa de trabalho do Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva para desenvolver um processo de Autoavaliação do Agrupamento, tendo como fim último a melhoria da atuação e dos quotidianos da nossa comunidade.

Equipa de AutoAvaliação AECP

Equipa de trabalho do Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva para desenvolver um processo de Autoavaliação do Agrupamento, tendo como fim último a melhoria da atuação e dos quotidianos da nossa comunidade.

Círculo de Estudos - 1ª sessão

Eaa_AECP, 06.05.11

      No âmbito do primeiro tema abordado no Círculo de Estudo - Conceitos, tipologias e finalidades da avaliação e da auto-avaliação, deixamos dois textos fornecidos pelo nosso formardor, Doutor João Veiga, para reflexão...

 

 

 

PARA QUÊ FAZER A AUTO-AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL?

 

 

A única forma que têm as instituições [educativas] de melhorar o que fazem é submeterem-se a uma rigorosa análise da sua estrutura e do seu funcionamento.

Se justificarmos tudo a partir da óptica da boa intenção (faz-se o que se pode), da rotina (sempre se fez assim) ou da má actuação alheia (a culpa é dos outros), a instituição continuará agarrada aos seus erros.

Como mudar se não nos questionamos?

Como melhorar se não pomos em causa as nossas práticas?

Como vamos transformar a realidade se não escutamos as opiniões dos destinatários das nossas actividades, se não comprovamos o que acontece com a sua aprendizagem?

Parece que o importante é que nós ensinemos [os alunos], não que eles aprendam.

As instituições precisam de analisar as suas práticas, rever a sua estrutura e avaliar o seu funcionamento. Há coisas que podem estar mal. Mas não se pode atribuir todo o insucesso a causas alheias à instituição. Haverá noutros actores uma parte da responsabilidade, mas uma boa parte dela será da instituição.

A primeira exigência para se poderem corrigir as deficiências é conhecê-las, analisá-las e compreendê-las.

A segunda é não nos conformarmos com elas.

E a terceira é tratar de corrigi-las com rapidez e rigor.

 

Excerto do artigo de M.A. Santos-Guerra, Balones fuera, publicado no El Opinión de Málaga, em 19/06/2010 (tradução livre)

 

 

 

 

10 Teses para sustentar a auto-avaliação das escolas

 

1. Os professores desempenham um papel central na construção da autonomia e dos procedimentos de avaliação da escola.


2. A auto-avaliação requer a capacitação dos intervenientes (desejavelmente desenvolvida através de dispositivos de formação na acção).

 

3. A produção de sentido da auto-avaliação requer a sua internalização, isto é, implica a adequação aos contextos, à realidade e às pessoas. Caso contrário, pode ser entendida como uma “inspecção” dentro da escola.

 

4. A internalização não se deve concentrar na equipa de auto-avaliação, pois requer o envolvimento, a participação e o compromisso de todos os actores comunitários.

 

5. O processo de auto-avaliação é uma produção colectiva de sentido e, por isso é, em geral, lento, metódico e consistente.

 

6. A auto-avaliação obriga a possuir um quadro conceptual de referência que explicite princípios, fins e critérios, métodos e técnicas, e oriente a acção.

 

7. Fazer uma auto-avaliação com sentido é circunscrever o objecto, diversificar métodos e técnicas e implicar os actores.


8. Auto-avaliar com sentido é não perder de vista as finalidades, saber que o essencial não é medir, mas compreender e agir para melhorar.

 

9. Auto-avaliar com sentido é evitar uma série de armadilhas: a do objectivismo, a do autoritarismo, a do tecnicismo e a da embriaguez interpretativa.

 

10. A auto-avaliação pode contribuir para a autonomização responsável, para o reacender do querer individual e colectivo, para a capacitação das pessoas e das organizações.

 

A concluir:

A auto-avaliação pode ser um mero ritual de legitimação do instituído se não cuidar da distância crítica, se não gerar a participação alargada, se não pluralizar os métodos.

 

Texto fornecido pelo Doutor João Veiga, formador deste CE e docente da UCP